26.12.10


É engraçado como a vida da voltas. Às vezes você descobre pessoas que são simplesmente iguais a você, e sem nem imaginar isso. Felizmente eu pude ver isso. Conhecer e me identificar. Algumas pessoas não tem essa chance.

Não importa quanto tempo passe, quantas oportunidades se percam. Quando você puder, agarre com toda vontade e saiba que a melhor coisa da vida e ter perto de você quem tem você no mais profundo do coração, mesmo que você não faça a menor idéia. Gente que não espera nada em troca. Acho que é isso que chamam de amor...

1.11.10


Sentiu seu olhar pesar. Faltou até um pouco de ar.
A cabeça tombada no travesseiro girou com força enquanto o grito meio grunhido escapava.
De repente, tudo era um monte de breu espalhado no quarto e a luz fraca do poste piscante iluminava o teto. Era madrugada.
Fechou os olhos e tentou esquecer o aperto no seu coração. Os olhos pesaram de novo e mais uma vez ela se sentiu sem chão.
As rimas saiam meio tortas, as palavras, na boca tremiam... Os sorrisos escorriam como morte, e no entanto nada lhe diziam.
Por fim se foi pra longe a sua verdade. Aquela que deixa no peito a saudade... Seguiu sua rotineira viagem, e a pequena sonhadora só deu passagem...

30.9.10

O (meu) valor das pequenas coisas




Quando a porta se fecha e o ônibus segue viagem, eu paro mais uma última vez e procuro um pedaço de pele, de casaco, de sapato que seja meu maior bem. Procuro uma última visão, um último aceno, uma piscadela qualquer. Eu atravesso a roleta e ando sem olhar bem pra onde, apenas esperando encarar mais uma vez os mesmo olhos doces. Nem sempre se tem.
Há quem diga que o valor da vida está nas pequenas coisas, e pra mim, são essas que mais mexem comigo. Um até logo demorado, um beijo na testa. Mas também o contrário. Quando não tem adeus demorado, sem beijo na testa. Me deixa mais desestabilizada que quando se tem, então posso dizer que é o meu valor das pequenas coisas.
Eu gosto de um abraço apertado, de um choramingo de quem não quer partir, gosto de ver no olhar a vontade de ficar pra trás. É o preço que se paga pra ser sentimental.
Às vezes tudo isso me soa como grande bobagem, eu me enfio na cobertas e aperto os olhos pra não deixar o rosto molhar. Vou dormir, afinal é noite e eu já esqueci as pequenas coisas até de manhã...

2.9.10

"O presente sempre se muda
Ora mora aqui, ora mora lá
Vai indo pro passado
E deixando a saudade ficar..."

Foi nesse ponto que eu desisti do poema. Na verdade, um texto cairia muito melhor... Parece que me falta um pedaço quando não está por aqui...
Até as minhas palavras se embolam na cabeça e eu já não sei o que sentia...

Definitivamente preciso de uma dose extra da sua presença...

17.8.10

Não diga que pode me entender. Eu mesma levei muito tempo pra isso.
Pensamentos fervilham na mente. Eu quase acreditei que eram vozes. Se eu fechar os olhos aqui, não conseguirei reproduzir nem lembrar de nada. Mas se eu deitar a cabeça em meu travesseiro, tudo volta.
Vozes e imagens. Pessoas e barulhos. Tudo suga os meus pensamentos e tira a minha calma. Um grito surdo me faz acordar. Os olhos encaram a escuridão. O coração acelerado pode ser ouvido. Parece que a minha respiração falta e sobra. Um aperto desgraçado no peito.
Então, ao cair em sono profundo, outra gama de emoções me consomem. Tudo mais verdadeiro e real, mesmo sendo imaginário. Meus sentidos se confundem e tremulam.
Por fim a luz me invade. Abro os olhos e as vozes já não estão mais ali. Eu tento e não escuto.
Já é de manhã.

2.8.10



Seus dedos batem mais uma vez no teclado procurando as palavras certas pra tentar se expressar. Mas dessa vez ela não encontra o que seu coração quer dizer...

E sabe o pior?

Eles nunca entenderão...


Os lábios tremulam...
A gente sorri pra evitar chorar...


E o pior?

Eles jamais entenderão...

8.7.10

Não há um tema formado
Só um coração que bate
                                                  exagerado...


Grita a alma
Grita a calma...

Sufoca em desespero delirante
Sufoca em desespero agonizante




Acaba em conformidade.
Desfalece
na
realidade...

28.6.10


Deixe correr os dedos
deixe bater o coração
a alma fala mais alto
mais claro, mais firme

Deixe que chegue a saudade
Deixe sofrer correr as lágrimas
O coração se engana
Mas cada sensação é única

Deixe que sonhe
Deixe que cante
Se deixe estar, abrace
Amanhã é muito longe

Agora

Nada de idéias férteis
Nade de poemas agitados
Afinal prefiro só saber que
Te fiz sorrir, de algum jeito
Nem que seja tenha sido só por
                            [um minuto

L.M.


As verdades saem da alma, dos olhos, das mãos...



Mesmo que ninguém nunca fique sabendo dessas verdades...



Basta que nós saibamos

Porque nos serão eternamente




únicas...

21.6.10

Melancolia



Em suspiros vai minh'alma
Escapa aos dedos, nua e fria...
Saudade quando havia calma
E meu coração, um músculo, batia...

Em cada estrela calma e alvadia;
Em cada esguia, trêmula e fresca palma,
Sinto fugir como se fosse água fria
Todo o canto que tanto me acalma...

O ar que falta nos meus pulmões
Dá vida a minha infelicidade
E mata aos poucos a minha alegria...

Ouvir no pulsar dos corações,
No vago ecoar da liberdade
O vão riso da melancolia...

L.M. & T. SaVeL S.

18.6.10

"É a solidão que inspira os poetas, cria os artistas e anima o gênio."


Vontade de menina

Pequenos pés roxos cambaleam
com o vestido vermelho a acompanhar
Os loiros cabelos se assemelham
a longos fios d'ouro ao luar

A boca tão rosada brilha na pele crua
A pequena estatura tanta atenção chama
Olhos molhados mostram imensa amargura
enquando ela aponta, chora e clama

De longe, não vejo o que pede sua mão
Apenas observo quando ela da um passo
e assim, surge em sua frente de supetão
duas longas pernas causando estardalhaço

Se encolhe então tomada pela mão a força
anda tropeçando, enquanto soluça e chora
Faz com que seu pequeno corpo se retorça
e ela esperneia, grita e então, vai embora

L.M.




Ouvindo tão quedo da tua figura

 Ouvindo tão quedo da tua figura
Palavras doces que em mim floresciam
Relaxo e respiro da tua brandura
Os quentes aromas que me arrepiam

Sopra palavras a boca que fito
Guardo em suspiros a alegria minha
E cada palavra sua em mim se aninha
Quão alvas flores em mi'alma de granito

E eu, imóvel e envolto em sua fala
Nada além ouço, pois tudo se cala
E também medita as palavras suas

Deixo portanto tua voz me embair
E cada palavra tua me despir
Fazendo enxergares minh'alma nua...


L.M. & T. Savel S.
 Teu perfume em meus braços...

Todo cheiro vira saudade
Todo gosto vira esperança
Todo sonho vira vontade
Todo toque vira lembrança

Toda saudade vira agonia
Toda esperança vira imagem
Toda vontade vira euforia
Toda lembrança vira viagem

Toda agonia vira vertigem
Toda imagem vira devaneio
Toda euforia vira origem
Toda viagem vira anseio

E nesse eterno e longo caminho
De vira pra ca, de vira pra lá
Não estamos nunca sozinhos
Vem o coração nos acompanhar...
L.M.

No metrô




Mais um degrau fica pra trás...

E os calcanhares batem com força
tentando segurar o tempo que foge
como se fosse possível não acabar.

Cada passo diminui a distancia do fim...
Cada passo aumenta a distancia dos teus braços...
Cada passo...

E resiste o corpo, resiste a alma...
E lá vai a razão frente aos sentimentos

tomando partido pra que não se faça uma loucura...

Loucura...

E há alguma sanidade quando se fala em amar?

L.M.

30.5.10

Quando seu som vai embora...



Explode nos lábios a vontade minha
Em meio a suspiros, dentro do olhar
Dói no meu peito a saudade fria
Prende-se o ar só pra não chorar

E mais um dia estanca nas horas
Abafa-se o grito que quer ecoar
Gira a cabeça, o corpo implora
Some a voz ao tentar falar

Me falta coragem pra admitir
olhar nos teus olhos e te contar
Soluços e prantos me fazem sucumbir
lágrimas teimosas que insist'em rolar

Por fim eu estouro em desespero latente
Então, em silêncio, deixo o rosto molhar
Meus lábios se apertam, a boca dormente
Guarda pro sono o meu lamentar...

20.5.10

E as horas que se arrastam...


Então Chega, fica à vontade , arrasta uma cadeira amigo, que as horas se arrastam... E giram os ponteiros, batem os dedos na mesa fria e as pernas inquietas.
Oh amigo, chega ai, senta a mesa, arrasta uma cadeira, que as horas se arrastam e vai levar ainda muito tempo pra daqui 5 minutos.
É amigo, tudo passa tão devagar, os ponteiros giram, quase pra trás, se atrasando quando tudo que o coração quer é acelerar...
Chega ai amigo, arrasta uma cadeira, que as horas se arrastam e conta mais dessa tua história, que a gente quer ouvir dos teus lamentos de minutos que viraram dias... Essa vertente incorrigível da vida que teima em deixar sempre muitos segundos faltando...
E ai amigo, achegue-se e arrasta uma cadeira, que as horas se arrastam, toma um café e relaxa que logo é hora, logo é vontade.
Alias amigo, vontade quando chega é de uma vez só... E ai, o tempo dispara, os minutos correm pra passar as horas nessa competição que é a vontade de ficar e ter que ir embora.
E vai-se o corpo, e quando vai, a mente voa, o coração sai do peito... Dai fica vagando por ai, sem ter muito o que fazer, e a cabeça vai longe... Então, arrasta uma cadeira amigo, que as horas se arrastam e seu corpo vai vivendo esse tormento chamado saudade...
E saudade amigo, ah... É melhor arrastar uma cadeira, que as horas se arrastam e os minutos escorrem, e os segundos... Ah, os segundos demoram mais que uma eternidade...
Então Chega, fica à vontade , arrasta uma cadeira amigo, que as horas se arrastam...

30.4.10


Ausência
 
Vejo ir embora sob o tempo frio
Um pedaço meu, que há de voltar
Mas dói e deixa o peito vazio
Que nem sei se terei forças pra esperar

 
Perder de vista o que lhe faz bem
Sem escolher, sem se quer controlar
As cores desbotam, não há mais ninguém
Fogem pra longe, pra outro lugar

 
E fingindo bem a sanidade eterna,
Figura que eu sequer conheço,
Tenho uma grande ilusão fraterna
Me relembro de tudo, e volto ao começo

 
E vejo ir embora sob o tempo frio
O melhor pedaço meu, que há de voltar
Mas dói tanto, tanto, e deixa o peito vazio
Que nem sei se terei forças pra esperar...

 

 
L.M.

22.4.10

Eu, detetive



Eu era só papel. Era só caixas, só invenções do meu próprio ser. Era feita de morangos, de chocolate, de andanças pelo mundo. Tinha cheiro de almas passadas, de recordações infantis e de abraços apertados. Daí, resolvi que ia ser diferente. E comecei a me enviar por entre as frestas de vidas quebradas e pensamentos picotados. Virei parasita. E me infiltrando na verdade particular de cada um desse mundo, achei um dom perdido. Empoeirado e lacrado, de um jeito meio único, meio evidente. Estava lá, pra ser tomado por um coração qualquer, que precisasse de ajuda.

Assim começou meu eu detetive. Depois daquele dom de uma tarde inteira de prantos e falta de ar. Senti um frio na barriga, uma dor no peito, um sei-lá-o-que. Me arrependi da falta do talento, da negligencia com os que passaram, com os que choraram ao meu lado implorando um olhar sincero. E doeu até o último fio de alma, até o último suspiro. Fiz aquela promessa. Começou ali, e continuou. Já não era parasita. Segui assim sem parar, sem pensar e só sentindo. Havia uma meta a alcançar, e levaria muito tempo. O passado não volta e o futuro não se sabe, resta só o presente, que envelhece e se renova instantaneamente bem na nossa cara.

Dei assim meus primeiros passos. Entrei nas primeiras vidas de um jeito particular, meio atrapalhado, sem saber o que fazer. Depois peguei o jeito, e hoje apareço, me apresento e me dou de amiga, de graça, de presente. Por quê? Porque minha alma grita por isso, meu coração implora por se doar. E cada doação é única, nova, diferente. Só permanecem o dom e eu. Todo o resto se troca e se confunde. Mas é delicioso fazer parte dessas vidas, uma de cada vez...

É assim, o meu eu detetive não cobra o trabalho, não cansa de andar, vive tomando pancada, soco, pontapé. Aprendeu até a gostar, porque sempre que passa por tudo isso, é por estar no caminho certo, e isso ninguém pode levar. 

Hoje sou feita de sonhos, de beijos, abraços. Sou de pedaços de ilusão, de prantos, de felicidade. De cafuné, cortes de cabelo, pinturas inacabadas e desenhos rascunhados. Tenho cheiro de começo novo, de acreditar, de coração batendo. E não quero mudar. Afinal, virei viciada e dependente desse dom maravilhoso que os homens chamam amor.

14.4.10

Quando o passado se faz presente, dói na alma deixa-lo ir...

Fotos, dizeres, memórias... Palavras vagueiam na mente e embrulham o estomago...

NÃO!

Te faz querer gritar... Agarra-lo pelos pés e se jogar no chão. Implora-lo para que não o deixe... Afinal você não conhece o futuro...

Saudade...

Por que dói tanto?



Por que dói?



Precisam inventar anestesia pra quem se apega...


7.4.10


Definições sobre os pensamentos frenéticos de uma mente inquieta...


Não há nada que possa ser mais incrível e assustador...



Num montante de idéias paradoxais...

Medo afeta seus passos...

Seus pensamentos...
 suas variáveis vitais...

Acelera o coração mais do que deveria, mais do que poderia....


Te faz vagar no seu próprio eu...

na sua insegurança...


E ironicamente conseguimos ser decididamente confusos...

Vivendo um eterno momento 
paradoxal...


Assustador não?...

Talvez as idéias se arrumem e se firmem... Sem essa coisa toda de dificuldade....

Sem essa idéia toda de Medo...

2.4.10



Aquela sensação de dependencia invade o meu ser
Arrebata minha alma e me faz devanear em pensamentos...





  Melhor que isso só quando me volto a realidade e vejo ser melhor que meus sonhos...

25.1.10



Eu nunca vou esquecer. Não foi uma frase solta no ar. Foi uma promessa pro meu coração.Eu guardei em cada canto da minha alma um pedaço deles. E dei um pedaço de mim. Por isso eu já não sei mais quanto de mim sobrou, não lembro quanto me doei. Queria que eles lembrassem, mesmo sabendo que não lembram. Mas não me importa, eu nunca vou esquecer.

Cada palavra ficou gravada no meu ser. Os seus olhos, seus jeitos de falar. Suas mãos. Eu lembro de cada detalhe, de cada ruga, de cada marca. Tenho um filme na minha cabeça que tem um começo, mas ainda não tem fim. O som da risada deles ainda ecoa nos meus ouvidos. Queria que eles lembrassem, mesmo sabendo que não lembram. Mas não me importa, eu nunca vou esquecer.

A letra deles, como seguravam uma caneta. O brilho nos olhos com uma carta, um abraço, um beijo. As palavras que me lembravam eles, os poemas e confisões que fiz por meu próprio eu. Como as horas de diálogo foram importantes, as verdades ditas. Queria que eles lembrassem, mesmo sabendo que não lembram. Mas não me importa, eu nunca vou esquecer.

Os presentes, até os que só ficaram na imaginação. As músicas que embalaram meus sonhos e pensamentos. Cada melodia que me recordava deles, e dos seus preciosos corações. A importância que dei a cada momento, cada fração de segundo. Queria que eles lembrassem, mesmo sabendo que não lembram. Mas não me importa, eu nunca vou esquecer.

Estar com eles foi uma vontade ardida que queimou por dentro e molhou os olhos. Um sentimento de perda do futuro. Um presente que só fica no passado, uma dádiva que aparece nas memórias. Seus rostos sempre ficarão marcados na minha existência, sempre serão lembrados. Queria que eles lembrassem, mesmo sabendo que não lembram. Mas não me importa, eu nunca vou esquecer.

Eu nunca vou esquecer. Não foi uma frase solta no ar. Foi um grito desesperado da saudade. Mesmo que cada carta se rasgue, que cada e-mail seja deletado, que cada música desapareça. Afinal, não preciso de algo que me lembre eles. Nem de nada que me traga a memória os bons momentos. E eu queria que eles lembrassem, mesmo sabendo que não lembram. Mas não me importa, eu nunca vou esquecer porque, pra lembrar deles, basta respirar...