4.4.14

Egolatria

Tenho a alma pesada, cansada, em histeria
Palavras presas'esse corpo
Se'spremendo pela liberdade
Enquanto tento manter algum resquício de sanidade
Em vão, em vão
Frases antigas, já faladas
Depois de um gole tomado do copo
Ou de uma noite de choro, de sono, de choro, de choro
Arrependimento, tristeza, infelicidade, saudade, imaturidade
Muitas sem permissão, clandestinas, desafiadoras
Outras tímidas, encabuladas
Gritadas, em sussurro, ao pé do ouvido, desesperadas em meio a uma multidão
Todas essas pesam na'lma, na consciência, até nos pés
Mas... Liberta-las é trabalho tão árduo quanto mante-las
Se ficam mui presas, saem meio tortas, distorcidas
São insuficientes, fracas, debilitadas
Não se afirmam, nem se apresentam
Se as solto de repente, saem como um soco, quebrando tudo
Bambeando as pernas, o coração, a cabeça
Embaçam os olhos, explodem num turbilhão
Levam-me'mbora a vida
A vivida e a não-vivida

Abstenho-me de escolher 

04/04/2014
L.M.

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