17.8.10

Não diga que pode me entender. Eu mesma levei muito tempo pra isso.
Pensamentos fervilham na mente. Eu quase acreditei que eram vozes. Se eu fechar os olhos aqui, não conseguirei reproduzir nem lembrar de nada. Mas se eu deitar a cabeça em meu travesseiro, tudo volta.
Vozes e imagens. Pessoas e barulhos. Tudo suga os meus pensamentos e tira a minha calma. Um grito surdo me faz acordar. Os olhos encaram a escuridão. O coração acelerado pode ser ouvido. Parece que a minha respiração falta e sobra. Um aperto desgraçado no peito.
Então, ao cair em sono profundo, outra gama de emoções me consomem. Tudo mais verdadeiro e real, mesmo sendo imaginário. Meus sentidos se confundem e tremulam.
Por fim a luz me invade. Abro os olhos e as vozes já não estão mais ali. Eu tento e não escuto.
Já é de manhã.

2.8.10



Seus dedos batem mais uma vez no teclado procurando as palavras certas pra tentar se expressar. Mas dessa vez ela não encontra o que seu coração quer dizer...

E sabe o pior?

Eles nunca entenderão...


Os lábios tremulam...
A gente sorri pra evitar chorar...


E o pior?

Eles jamais entenderão...