15.4.11

No fim


No fim, o arrependimento queima por dentro. Mas eu continuo desenhando com as minhas palavras tudo que vai no meu ser. No fim, eu me culpo por ter escrito esse ou aquele poema, essa ou aquela rima. No fim, eu só preciso desabafar, e como funciona...
Devo dizer que muitas vezes, foi essa a saída pra tudo aquilo que me deixava tonta... Tudo que girava na minha cabeça, sai como mágica direto pras letras...
Afinal, não se pode ter tudo...
Parece sempre uma reviravolta viciante, algo ensandecedor... De alguma forma, apesar da angustia, ainda quero isso...  Ainda quero revirar as coisas e suporta-las e repeti-las... Sempre foi assim, e provavelmente, sempre será...