26.3.12

Soneto de mim





E arrancada então de meu próprio corpo
Grito, alucinada, os olhos apertados
Engasgo em pensamentos revirados
Tão desesperada, o que sou, corrompo


Voltando a mim mesma em outro instante
Sinto doer, batendo o coração
Peito pequeno, tanta pulsação
Choro entalado como agravante


Rosto molhado, sem razão ou motivo
Meus dedos, os dentes, corpo tremendo
Arrebatada, um suspiro massivo


A vontade, deixo me corroendo
Vai-se toda a cor, fica só o espanto
Desisto por fim, meu fim; Desencanto


L.M.
26/03/2012

23.3.12

Dívida



Juro! Na verdade, se juro é coisa que não sei,
O que digo não precisa de meu sincero juramento
Só minha honra basta, só meu olhar já chega
Enquanto houver o som, a luz, o vento, não m'importa!
Lembrarei. Por todos os dias, eu lembrarei.
Unicamente porque digno e necessário me parece ser
Incorporar, fundir, no âmago da minha existência,
Zelar, pelo sorriso que plantei nos lábios de alguém...

L.M.

21 de março de 2012